segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A sequência ou o sentido das coisas

Não quero nada, a não ser a desordem da minha particularidade, a minha lucidez e a sobriedade de quem não se faz somente de corpo (pão doce) e sangue (vinho São Braz).




Não se perca no mundo das mentiras e nem das verdades escolhidas, apenas viva, apesar de velhos hábitos não deixar essa tarefa ser tão fácil.

Aprendi com os professores a não aprender nada, e tudo que sei hoje, vivi e esse conhecimento ninguém pode me tirar.

Exigiram-me, com seu olhar ameaçador: Peça-me a benção menina-mau-criada.
Não sei se estou certa, mas essa foi a "certeza" que escolhi: Não estou programada a obedecer a velhos hábitos de família, sei que eles exigem o que não podem me dar, "A verdadeira intenção de me abençoar".

Sou o espelho da derrota daqueles que me olham com inveja, apesar de minha vida não ser invejável... Não entendo, mais os permito, é o mínimo que eu posso fazer por eles.
Afinal quem já não julgou nessa vida?

Meu corpo pede calor mais não apego.

Não sei mais o que pensar sobre aquilo que não me diz a respeito.
E se e somente se tudo fosse verdade? Ou mentira?

O clichê, talvez não seja tão clichê assim, afinal defendemos o que já foi conquistado e lembramos do suor que foi derramado e é por isso que muitas vezes lutanmos por causas que nem conhecemos, mas que foi passado por alguém e daí por diante reconhecido por poucos e ignorado por muitos!

A palavra "RESPEITO" existe, apesar de não ser praticado.

A arte da guerra é realmente uma arte, que nem todos tem o dom de ser abençoados de possuí-la e nem de saber usa-la.

...

- Não, não faz sentido, e mesmo que fizesse eu daria um jeito de não fazer.

"A dor é inevitável. O sofrimento é opcional..."





"Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram."

Carlos Drumond de Andrade
...

Não adiantar correr atrás e se torturar com o pensamento de que: "poderia ter aproveitado mais", ou aquilo, ou um pouco disso. Nada justifica,apesar de existir várias explicações para confortar o que não foi feito,ou o que não foi aproveitado. O fato é que estamos suspensos demais, cansados demais, mas apesar de tudo ainda estamos vivos e é por isso que nos damos conta do passado mal visto e vivido, e lembramos com a pontada de tristeza de que poderíamos ter aproveitado mais. Não vivo para a felicidade, não dou a mínima para bobagens, mas se ela se resumir a uma conversa aconchegante numa varanda nenhum pouco elegante mas com sua charmosa personalidade,com pessoas certas e conversando o que não interessa ao mundo, então estive farta dessa felicidade por um instante, porque as pequenas coisas, são grandes pra mim.

Eu vivo para o amanhã, e não para o ontem, o meu passado só me serve como aprendizagem e preparação para um futuro incerto.
... E não adianta se lamentar do que já se passou, não se pode trazer de volta o que já se perdeu, é estimado que 99,1% das pessoas acham que não é bom encontrar novamente o que se perdeu.

P.s.: Apesar do que foi dito, é importante lembrar que seres humanos são teimosos e de uma certa forma masoquistas.
Como disse Drumond "A dor é inevitável. O sofrimento é opcional..."
E a maioria das pessoas não se dão conta do quão são infelizes quando pensam na felicidade.